terça-feira, 15 de novembro de 2011

Viagem Missionária Guiné-Bissau (Carles Bernardes)


Meu primo Carles está com um novo projeto missionário!

No dia 31 de Dezembro deste ano Carles embarcará para Guiné Bissau, com cerca de 20 pessoas; viagem organizada pela Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte-MG.

Esta viagem apoiará projetos e missionários desta igreja que já atuam lá. Irão profissionais da saúde para atendimento, com participação do Sandals.of.Love que topou o desafio e estará com eles em Guiné Bissau.
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Carles: "Como no ano passado quando estive em São Tomé e Príncipe, o desafio é grande e uma verdadeira loucura, mas como diz Paulo, Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias e as coisas fracas pra confundir as fortes, então pronto, falou comigo! Sou eu essa pessoa! E eu digo sim! "

Ele está vendendo livros e cd's para este projeto missionário. Aqueles que quiserem colaborar pode contactá-lo. Ore e contribue!!
carlesber@gmail.com
Twitter: @carlesber

"Porque a criação aguarda com ardente expectativa
a revelação dos filhos de Deus."
Romanos 8:19




sábado, 12 de novembro de 2011

Hinos que contam história

por Tiago Monteiro

No último domingo do mês de novembro comemora-se o dia do Ministro de Música Batista. Aproveitando a data, Missões Nacionais buscou na história pessoas que, inspiradas pela temática missionária, realizaram produções que estimulam o desejo de ver a nação entregue a Cristo. Nesse campo, o hino Minha Pátria para Cristo - cantado há cerca de um século pelos batistas brasileiros - merece destaque por traduzir tão perfeitamente o sentimento de paixão pela pátria.

Nascido em dezembro de 1859, na Carolina do Sul, EUA, Willian Entzminger se converteu aos doze anos de idade. Ao ouvir testemunho de um missionário chinês, em 1891, aceitou sua chamada para missões. Entzminger chegou ao Brasil no dia 11 de agosto, mais precisamente em Salvador, Bahia. No país, viveu e sofreu intensamente pelo Evangelho. Teve a perda de seus dois filhos e, nesse período, não esmoreceu. Em meio a tudo isso compôs Minha Pátria para Cristo, em 1916. A letra exalta o país e dá ênfase à salvação da nação. Há na música uma paráfrase do Hino da Independência no trecho "Brava gente brasileira, longe vá temor servil; ou ficar a Pátria salva, ou morrer pelo Brasil". Bill Ichter, o responsável pela harmonia da música, chegou a declarar que Minha Pátria para Cristo, por ter uma mensagem tão patriota, era o grito de guerra dos batistas brasileiros. Mais tarde, o Cantor Cristão compilou cerca de 72 hinos escritos ou traduzidos por Willian Entzminger.

A paixão pelas almas e o desejo de vê-las salvas continua inspirando muitos crentes, ao longo da história, a compor hinos, que são usados tanto para levar pessoas a Cristo como a atender ao chamado missionário.

Celso de Oliveira ao lado de sua esposa Alice

Violonista de missões
Em 1913 nascia Celso de Oliveira. Ele tornou-se um advogado batista que além de ter tido seu nome incluso no rol da liderança nacional e mundial da denominação, foi autor de vários hinos oficiais. Celso deu seus primeiros passos como músico ainda criança, quando cursava o primário no Colégio Batista no Rio de Janeiro. Na sala dos instrumentos musicais da instituição ele aprendeu escondido os primeiros toques de corneta usados em desfiles estudantis. Mais tarde, com 15 anos, aplicou-se ao estudo do violão. Tendo como professor o compositor Noel Rosa, nessa época já começava a compor suas primeiras canções populares.

A música também contribuiu para a conversão de Celso. Certo domingo pela manhã, ao passar em frente à Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, ouviu o hino cuja mensagem dizia: "Oh! que amor glorioso! / Preço tão grandioso / que Jesus por mim na cruz pagou; / inaudita graça me mostrou!". Interessado na linda melodia, decidiu assistir ao culto e, por fim, ouviu a mensagem do pregador. Assim, durante o apelo, entregou-se a Jesus. Após o batismo recebeu um conselho: "O irmão, para ser um bom crente, precisa deixar de tocar violão, que é um instrumento do carnaval". Pensando sobre este assunto, ao chegar em casa, Celso entrou em seu quarto, ajoelhou-se e, com o instrumento em cima da cama, consagrou-o ao Senhor. "Cheguei à conclusão de que deveria escrever poemas religiosos, e usar o violão para compor hinos inspirados por Deus", escreveu Celso em sua autobiografia.

O primeiro hino para a Campanha de Missões Nacionais foi É tempo de Ceifar, em 1965, que originou uma carta do missionário e pastor Samuel Mitt - deão do Instituto Teológico de Carolina, MA, que em 1968 se tornaria diretor executivo da JMN - prestigiando o hino. "Ao ouvir aquela bela e significativa mensagem cantada exaltei ao Senhor, que usou o irmão para fazê-la vir à existência... tenho certeza de que, caso desse a palavra aos alunos e professores do Instituto, para que se manifestassem, todos endossariam minhas palavras", dizia um trecho do documento. Outro hino, desta vez da campanha de 1967, Pelas Misericórdias Divinas, chegou a ser traduzido para o inglês, sendo considerado o cântico oficial da campanha batista de evangelismo de todo o continente australiano. "Como o referido hino foi parar na Austrália, sem minha participação, entendi que a obra de Deus pode percorrer todo o mundo, para que os povos possam marchar seguros e reconciliados em amor", afirma Celso em sua autobiografia.

Na Campanha de Missões de 1970, Celso de Oliveira usou o pseudônimo Cantídio para participar do concurso para o hino oficial. Bill Ichter, na época diretor da Divisão de Música da JUERP, ao analisar a música, comentou: "O hino Eis Portas Abertas reúne todas as qualidades necessárias para um bom hino oficial... musica fácil de aprender, marcial, totalmente cantável; acompanhamento ao alcance de quase todos aqueles instrumentos mais usados em nossas igrejas".

Além das músicas já citadas, o compositor é dono de um vasto acervo de cânticos missionários, a maioria produzida entre as décadas de 60 e 70. Ao longo de sua vida, Celso acumula um legado de 90 hinos e cânticos, além de 50 poemas com enfoque cristão.

Evio entre indígena e missionário
da Wycliffe no interior da Pátria
Soldado de Cristo
Evio Correia Oliveira foi outro colaborador de Missões Nacionais. Formou-se em artes e administração de empresas nos Estados Unidos, onde também realizou o mestrado em Música Sacra. Ao voltar ao Brasil, tornou-se piloto de helicóptero, voando por todo o Brasil. Filho de pastor (Eliezer Correia Oliveira, já falecido, e Edla Lins de Oliveira), envolvido sempre nas atividades da igreja, em seu vôos era surpreendido por tantos lugares onde não havia igrejas e nem mesmo um ponto de pregação. "Eu, piloto, trajando meu macacão, reunia em um casebre com as pessoas do local e realizava ali um culto, ainda que não fosse um pregador", compartilhou.

Em certa ocasião, inspirado pelas experiências vividas em suas viagens, sentou-se ao piano na casa materna e começou a dedilhar. Surgia então a melodia, a métrica e por fim o hino Marchai com o Evangelho. Evio foi à sede de Missões Nacionais para apresentá-lo ao então executivo - pastor Samuel Mitt - que, ao ouvir a primeira estrofe, declarou: Esse é o hino de nossa campanha.

"Um dia fui à igreja, da qual era membro meu irmão caçula em Fortaleza, e a dirigente chamou a congregação a ensaiar o hino da campanha daquele ano. Logo foi informada de que o compositor encontrava-se entre eles e então  fui convidado a conduzir aquele momento. Que emoção e alegria, dirigi-los entoando o hino", exclamou Evio. Em seu título, o hino faz referência ao militarismo tão presente naqueles anos, mas trazendo um apelo: que se marchasse, mas com o evangelho, proclamando a salvação. Em suas estrofes podemos identificar algumas semelhanças com o hino da campanha de 2007, convocando todos do Norte ao Sul, de Leste a Oeste para anunciar aos perdidos e A Pátria para Cristo, nosso alvo ainda a alcançar.

Fonte: Revista PÁTRIA PARA CRISTO - Ano LX, nº 242



domingo, 6 de novembro de 2011

Conexão México volta ao Brasil contando as bênçãos


Por Willy Rangel 04 de novembro de 2011


Os 66 integrantes da caravana missionária Conexão México já se encontram no Brasil. O grupo, que retornou na segunda-feira (31), agradece a Deus pelas muitas bênçãos e realizações durante a permanência na Colômbia e em Guadalajara, por ocasião dos Jogos Pan-Americanos.

Durante a viagem de volta, a caravana fez uma escala na Cidade do México, onde pode perceber a opressão do lugar, em que o dia dos mortos era celebrado com exposições em praça pública em frente a uma das maiores igrejas católicas da cidade.

Mesmo assim, o grupo agradeceu a Deus pela oportunidade de estar no México para falar de Cristo a pessoas que nunca tiveram a oportunidade de se sentirem verdadeiramente livres.

“Agradecemos a Deus pelas vidas alcançadas e que naquele dia não faziam mais festa aos mortos, mas celebravam uma nova vida em Jesus, o Autor da vida”, disse o coordenador geral do Conexão México, Pr. Marcos Grava.

Antes de seguir para Guadalajara, o grupo passou por um breve treinamento em Bogotá, onde alcançou mais de 100 vidas para Cristo. No México, a caravana se uniu à turma do Projeto Radical Latino-Americano, para servir os atletas com capelania na Vila do Pan e as comunidades locais com atividades evangelísticas.

Nos locais de competição, crianças foram atraídas com balões, pinturas no rosto e jogos de futebol, e foram apresentadas ao plano de salvação. O grupo também visitou escolas, presídios e o lixão de Guadalajara, onde foram usados por Deus para transmitir Sua Palavra.

Para o Pr. Marcos Grava, o Conexão México aconteceu pela graça e misericórdia de Deus. Ele disse que o projeto, apesar de ter acabado, não para por aqui, pois foi apenas uma etapa de muitas outras que virão.

Aos participantes, o Pr. Marcos Grava deixa a seguinte mensagem: “Com o coração transbordante de gratidão e amor nos despedimos, certos de que Deus nos unirá em oração muitas outras vezes, em muitas outras viagens, cumprindo o Ide de Jesus”.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mulheres na Bíblia (livro)


Um estudo devocional sobre 50 mulheres
por Eunice Faith Priddy

Nascida em Paris onde seus pais, Haroldo e Faith Dark, estudavam a língua para preparar-se para o campo de missões na África, onde serviram por 35 anos.

Aos 12 anos de idade, dedicou sua vida ao serviço missionário. Algumas lembranças de infância mais queridas, remetem aos momentos que passava conversando ao redor de fogueiras nas vilas africanas.

Junto ao seu esposo Glenn serviram como missionário em Mônaco e depois em Honduras, onde inciram uma estação de rádio cristã. Nessa época, sentiu grande preocupação por mulheres nos países em desenvolvimento. Fruto dessa inquietação, começou a escrever o livro Mulheres na Bíblia e a desenvolver um programa radiofônico.

Devido às limitações físicas causadas pela doença de lúpus, a família regressou para Harrisburg, Pensilvânia, EUA, em 1995. Atualmente, trabalha como anfitriã para a  Associação dos Batistas para Evangelismo Mundial (ABWE) e seu marido é o diretor do departamento financeiro de Missões.

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PREFÁCIO

O Senhor colocou em meu coração, no ano de 1985, a necessidade de escrever às mulheres que vivem em países em desenvolvimento. Meu objetivo é auxília-las a descobrir os valores divinos que cada uma possui como seres únicos. Cresci na África Central onde as mulheres eram vendidas e compradas como partes de uma propriedade.
Logo depois que Glenn e eu nos casamos, o nosso trabalho era ler as cartas dos rádio-ouvintes. Cada dia tornou-se mais evidente que as mulheres que viviam naqueles países mulçumanos, budistas e comunistas também lutavam para compreender melhor a sua importância perante Deus.

Com essa responsabilidade, comecei a escrever uma série de roteiros para os programas radiofônicos com o intuito de atingir tais mulheres. Em oração, procurei a orientação do Senhor ao escolher na Bíblia, mulheres, cujas vidas eram exemplos positivos ou negativos.
Como sabia que as lições seriam traduzidas e usadas em programas de rádio, mantive-as curtas, com vocabulário limitado e usei exemplos transculturais. Enquanto escrevia meus pensamentos, vinha-me à mente, com certa frequência, a lembrança de mulheres que conheci em minha infância.

Logo após terminar de escrever sobre algumas personagens, meus escritos foram traduzidos para o espanhol e retransmitidos para rádios da América do Sul. No primeiro mês que foi ao ar, encantei-me ao ler a carta de uma senhora da Venezuela. Ela escreveu: "No fundo do meu coração, sempre ponderei se Deus se preocupava com as mulheres. Agora, após ouvir os seus programas, tenho a certeza de que Ele o faz. Estou feliz, pois Deus me ama, mesmo eu sendo uma mulher." Uau! Meus desejos mais profundos foram completamente satisfeitos naquela carta.

Espero que as personagens destes simples estudos devocionais Mulheres na Bíblia tragam bençãos a você. Que o Senhor possa continuar a usar a Sua Palavra nas vidas de mulheres ao redor do mundo, através de programas radiofônicos ou estudos apresentados neste livro.

- Eunice Priddy