domingo, 30 de outubro de 2011

Alcançando indígenas não aldeados em Mato Grosso do Sul

vista parcial do acampamento
Após 18 anos de ministério com povos indígenas de Rondônia, os missionários Samuel e Ilma de Souza mudaram-se para Dourados (MS) com o objetivo de alcançar os índios não-aldeados desse município. Em Dourados, as aldeias estão bem próximas da cidade. Essa proximidade tem gerado uma série de problemas sociais e espirituais às etnias Kaiwá, Guarani e Terena.

Direcionados pelo Senhor, Samuel e Ilma começaram a visitar as aldeias Jaguapiru e Bororó, situadas nas proximidades de Dourados. Nessas aldeias, eles conheceram indígenas e não indígenas que estão ajudando-os a encontrar os acampamentos existentes na cidade. No acampamento conhecido como Mudas, eles encontraram o líder, que os recebeu com entusiasmo, dizendo que foi o Espírito Santo que moveu o coração deles para irem ali. Para a tristeza dos missionários, foi possível ver índios vivendo em uma situação precária, necessitando de itens básicos para a sobrevivência, como alimentos, roupas e remédios. Há também a carência espiritual, que só pode ser suprida por meio da salvação, com o ensino e crescimento baseados na Palavra de Deus.

pastor Samuel e Ilma com os irmãos indígenas

Os índios ali encontrados também precisam de auxílio para tratar da área emocional, pois estão vivendo um tempo de perdas constantes, que resultam no envolvimento com álcool e até drogas. Os missionários ficaram tristes ao ver tantos quadros de desespero e tristeza, pois sabem que isso pode gerar homicídios e suicídios. O objetivo do trabalho dos obreiros nessa área é desenvolver um projeto que atenda a comunidade nas áreas sociais e educacionais, e, principalmente, o ensino da Palavra de Deus. “Esperamos como resultado desse projeto, que vidas sejam salvas e haja crescimento e formação de líderes capazes de dar continuidade à igreja de Cristo. E que tenham melhores condições de sobrevivência para eles e suas famílias”, disse o missionário.

Samuel e Ilma ainda conversaram com dois outros líderes indígenas, irmãos consanguíneos, que mostram interesse em participar dos trabalhos propostos pelo casal. Os índios contaram que já tinham sido acompanhados por membros de outras denominações evangélicas, mas, atualmente, não há nenhum outro grupo religioso prestando atendimento naquele local. Os obreiros perceberam também que o trabalho descompromissado de outros grupos acabou gerando um sincretismo religioso.

O desafio de alcançar os indígenas de Dourados também faz parte da campanha 30 Dias de Intercessão pelos Povos Indígenas, promovida pela Junta de Missões Nacionais durante todo o mês de abril. Participe dessa campanha e apóie obreiros e projetos que representam os batistas brasileiros entre os silvícolas. É tempo de impactar a nação!

Fonte: Revista PAM BRASIL - ano 04 edição 10



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