sábado, 24 de setembro de 2011

Missionários em Málaga, Espanha


Biografia de Horácio Wanderley da Silva
Horácio Wanderley da Silva, filho de Manuel Wanderley da Silva e de Clotildes Sebastiana Vieira e nasceu na cidade de Catolé do Rocha, PB no dia 18 de julho de 1944.

Nasceu num lar cristão onde seus pais transmitiram-lhe, através do exemplo e da palavra, os ensinos da Bíblia. Seu pai era um ardoroso pregador do Evangelho e chegou a manter durante alguns anos uma congregação na sua casa. Assim que, desde a infância, Horácio viveu um ambiente evangélico puro e genuíno. Aos 17 anos, foi batizado na Igreja Batista de Arcoverde, PE, pelo Pr. Israel Dourado Guerra no ano de 1961.

Desde a infância sentia a necessidade de uma preparação para poder servir melhor ao Senhor, pois, durante os estudos secundários, sentia a chamada de Deus para o ministério, mas, por outro lado, também sentia o desejo de ser engenheiro. Teve muitas lutas íntimas em relação a isto, mas, ao terminar o curso Científico, em 1967, estava plenamente seguro da vontade de Deus para sua vida.

Matriculou-se no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil no Recife no ano de 1968 e, apesar de gostar muito de missões, seu propósito ao terminar o curso do Seminário era ser pastor de uma igreja no Brasil.

Como membro de uma Igreja Batista, iniciou sua colaboração ajudando o Pr. Otoniel Marques em 1962 na Igreja Batista Nova Sião em Maceió, AL. Como seminarista, trabalhou durante os 5 anos em que esteve no Seminário, 1968 a 1972, como auxiliar do Pr. Isaías Vieira na Igreja Batista do Engenho do Meio, PE.

Suas experiências missionárias no Brasil começaram em Alagoas antes mesmo de começar o curso no seminário. Durante os anos que fez o curso secundário no Colégio Batista Alagoano em Maceió, trabalhou com a Junta de Evangelização de Alagoas. Dessa forma, em quase todos os fins de semana viajava para ajudar algumas Igrejas ou Congregações no interior do Estado.

Foi durante um trabalho de férias no mês de janeiro de 1972 que sentiu de maneira real e profunda a chamada divina para servir ao Senhor em terras estrangeiras. Como gostava muito de missões, lia constantemente a revista missionária "O CAMPO É O MUNDO", publicada pela Junta de Missões Mundiais. Encontrou na leitura dessas revistas um apelo e um grande clamor do mundo necessitado sem Cristo. No entanto, foi lendo um artigo do saudoso pastor e missionário Antônio Maurício sobre a grande necessidade de obreiros para os Açores e outras ilhas portuguesas, que realmente sentiu que Deus estava tocando seu coração, dando uma visão profunda e global das necessidades espirituais do mundo. Com emoção e profunda convicção, ali mesmo fez uma carta à Junta de Missões Mundiais comunicando sua decisão e chamada para o trabalho missionário mundial.

Quase dois anos antes da chamada para missões, havia conhecido e amado uma jovem que estudava no Seminário de Educadoras Cristãs - SEC, que tinha profundas convicções missionárias. Essa jovem se chamava Ana Maria Lemos Monteiro, que veio a ser sua esposa e fiel companheira durante esses 22 anos de trabalho missionário através da Junta de Missões Mundiais.

Depois de nomeados individualmente em dezembro de 1972, foram apresentados à Convenção Batista Brasileira em janeiro de 1973 e se casaram no dia 2 de fevereiro de 1973.

O primeiro campo de trabalho foi a Bolívia numa região de plena floresta amazônica. Iniciar o trabalho batista naquela cidade e região do país foi uma experiência difícil e marcante. O progresso ainda não havia chegado ali e tudo era muito complicado para conseguir. Cobija era uma cidade que estava totalmente isolada do resto do país e do mundo e o único meio de transporte para chegar ali era um velho avião DC3 que havia sido usado pelos Ingleses na Segunda Guerra Mundial. A cidade mais próxima que havia na fronteira com Brasil era a cidade de Brasília onde também ainda não havia chegado o progresso. Foram anos difíceis mas também cheios de bênçãos.

Ali nasceram seus três primeiros filhos: Ivson Pablo, Lucas e Dianne. A quarta filha, Ana Cristina, nasceu num período de férias no Brasil, quando o casal aguardava o momento de seguir para o seu segundo campo missionário: Espanha.

A ida para a Espanha foi produto de uma profunda e inegável convicção quanto à vontade divina de levar obreiros a este país milenar tão envolto nas tradições, na idolatria e na incredulidade. Deus confirmou cada passo do casal em direção àquele país tão carente do evangelho.

Estão no país desenvolvendo um ministério voltado para plantação de igrejas, discipulado e treinamento de novos obreiros para darem continuidade à obra.

Biografia de Ana Maria Lemos Monteiro Wanderley
Ana Maria nasceu dia 11 de maio de 1950, na cidade de Patos - PB. Filha primogênita do casal Pedro Monteiro e Honorina Lemos Monteiro, casal crente em Jesus Cristo, tendo recebido muita influência cristã em seu lar. Seu pai pastoreava a IB de Cajazeiras - PB e sua mãe era recém formada pela então Escola de Trabalhadoras cristãs.

Como Timóteo, desde pequena foi instruída na Palavra de Deus, aprendendo a amar Jesus e a entregar seu dizimo. Gostava muito de ajuntar ofertas durante o ano para Missões e era admiradora entusiasmada dos missiona rios.

Com a idade de 4 anos, juntamente com sua família, foi residir na cidade de Boquim - SE, onde passou a fase mais feliz de sua vida. Aos 5 anos já lia qualquer coisa que lhe passasse diante dos olhos, tomando sempre um gosto crescente pela leitura, a ponto de, mais tarde, o médico recomendar a sua mãe que a impedisse de ler muita quantidade de livros, pois sendo criança e tendo muita energia, quando encontrava livros, esquecia-se dos brinquedos e isso a deixava sem fazer os exercícios necessários para uma criança fazer ao ar livre.

Ao completar 7 anos, ganhou sua primeira Bíblia. Nunca mais perdeu o prazer de ler a Palavra de Deus. Com essa idade, ingressou para o grupo escolar e estudava também em escolas particulares. Nessa época, fez sua decisão ao lado de Cristo que foi ligada a um incidente muito singular: "Queria exibir sua boneca, muito bonita, no domingo ... noite na igreja e, naturalmente, sua mãe não consentiu. Esperou, no entanto, que ela saísse e levou a boneca. No caminho, uma das pernas da boneca caiu sem que ela notasse. Antes que ela chegasse ao templo, vizinho a sua casa, um menino apanhou a perna da boneca e foi entregá-la. Ana Maria ficou com muito remorso e medo, achava que teria sido um castigo divino a sua desobediência. Assistiu o culto aquela noite, e quando o pregador, o missionário Donald McCoy, fez o apelo, decidiu-se prontamente ao lado de Cristo. Levantou a sua mão mas ninguém percebeu, nem mesmo seu pai que estava ao seu lado. Achou que deveria decidir-se novamente, embora já se considerasse salva.

No mesmo ano, viajou de férias para Natal - RN. Lá, surgiu a nova oportunidade para sua decisão. Desta vez, todos viram quando ela levantou a mão. Nessa mesma época, estando ainda em Natal, ouviu o Pr. James Musgrave falar sobre as necessidades existentes em Gois, ocasião quando ela sentiu claramente a chamada missionária, confirmada, no entanto, somente aos 13 anos, com um sim definitivo a Deus.

Em 1963, sua família passou por sé375
rias provações, quando seu pai adoeceu, quando estava organizando um novo trabalho em Aracaju - SE. Mudaram-se para Natal, alterando-se a tranquilidade no lar e na ordem familiar. Sua mãe lutou muito para dar continuidade as responsabilidades familiares e a família viveu experiências inesquecíveis de providência divina.

Seu ideal era ser missionária médica. Em oração, porém, após uma crise vocacional, decidiu iniciar o treinamento religioso no Seminário de Educadoras Cristãs - SEC. Um teste psicotécnico confirmou posteriormente, sua vocação.

Um capítulo de sua vida foi escrito no SEC, onde terminou seu curso. Ana Maria sentiu, através das portas que foram se abrindo, que o ponto máximo, certo e seguro de sua vida cristã seria dedicar-se integralmente a obra missionária. Para ela a vida é um milagre, uma maravilha do poder divino e o seu coração ardia com o sentimento da urgência em levar a outros a mensagem do amor de Deus.

No 3º ano do SEC, teve contato com um jovem seminarista, que estava cursando o mesmo ano que ela. A atração mútua levou-os ao namoro. Havia porém uma divergência: ele dizia não ter certeza da vocação missionária. Ana Maria orou muito, e um dia, sem conseguir solucionar os seus próprios conflitos, resolveu terminar o namoro. Mais tarde, sentiu que havia cometido um engano. O rapaz, sem saber o que estava acontecendo com ela, descobria a vontade do Pai Celestial - iria integrar-se à Missões Mundiais, ainda que fosse sozinho.

Dois meses depois, ao se reencontrarem, comunicaram suas decisões e resolveram ficar noivos. Agora, juntos no mesmo ideal, esposa e esposo, com a ajuda de Deus, realizam um excelente trabalho, ganhando almas para Cristo na Espanha.





Nenhum comentário: