domingo, 1 de maio de 2011

Dia do Trabalho (por Elly Claire)



Parece-me que "no meu tempo", o Dia do Trabalho era uma celebração ao trabalho.
Palestras nas escolas, artigos nos jornais, discursos nos gabinetes e nas praças, tudo o que se veiculava a respeito era voltado a valorização e dignificação do trabalho. Fomos educados nessa linha e assim crescemos.

Mas, os tempos mudam, o contexto social se transforma, alteram-se os valores. Hoje, no Dia do Trabalho, ouvem-se outras vozes; são as reivindicações trabalhistas, um clamor por justiça nos salários. Reivindicações verdadeiras, por certo. Mas, o detalhe é que aquele sentido da dignidade do trabalho está perdendo em meio às lutas pela sobrevivência, pelos direitos, pelas crises econômicas. Que pena!

Quando permitimos que o trabalho se transforme em simples recurso para ganhar dinheiro, muito logo estaremos frustados, pois o dinheiro nunca é suficiente o bastante, sempre precisamos trabalhar mais para ganhar mais.

Por outro lado, há aqueles que querem ganhar muito trabalhando nada ou quase nada.

Como equilibrar tudo isso? O que é mais certo?

A Palavra de Deus nos ensina: Jesus, criticado pelos judeus porque curara um paralítico em dia de sábado, respondeu: "Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também" (João 5:17). Está implícito nessa resposta que fazer o bem independe de dia e de salário. Trabalhar fazendo bem a outro é o que vale. Esta é uma boa direção; através da nossa profissão podemos ser solidários e estender ao nosso próximo algo que lhe faça bem e que o dignifique. Assim podemos anular ou diminuir o egoísmo natural da velha natureza humana.
Nessa mesma linha de pensamento, está outra fala de Jesus: "Trabalhai não pela comida que perece, mas pela que subsiste para vida eterna..." (João 6:27).

Gosto de pensar na unidade e coerência da Bíblia. Provérbios 6:6-11 contém uma lição que começa assim: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso..."

Paulo, em II Tessalonicenses 3:10, diz que quem não trabalha, também não coma... Esses dois textos e muitos outros nos exortam ao trabalho porque precisamos, sim, do pão material, mas também a trabalhar como sábia a formiga que não precisa de um chefe a supervisioná-la.

Cada um de nós, seja no lar, na empresa, na escola, podemos nos sentir realizados e felizes se tivermos trabalhando não apenas pelas necessidades materiais, mas usando os talentos e recursos que o Senhor nos dá para sermos úteis à sociedade e fazermos o bem ao nosso próximo. Assim, não deixaremos de lado a ideia da dignidade do trabalho porque ele é, acima de tudo, motivo de glorificação ao nome de Deus.

Por Elly Claire

Fonte: REVISTA PIB - Primeira Igreja Batista de Curitiba
01 de Maio de 2011 - Ano II - Edição 18


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