sábado, 6 de novembro de 2010

O Deserto Espiritual do Velho Continente

por Cleide Neto


Alegria. Este é o sentimento dos oito integrantes da viagem missionária que foi realizada na Itália e na Espanha. Para o Pr. Marcílio, coordenador do grupo, "ver a conversão de pessoas e a alegria dos missionários visitados foi gratificante e muito abençoador".

Ensinar é um mandamento: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que lhes ordenei" (Mateus 28:18-19). Este grupo durante 26 dias (10/09 a 06/10/2010) visitou as cidades de Brescia, Mantova, Cesena, Treviso (Itália) e Zaragoza, Barcelona e Sevilha (Espanha). Em cada uma das 18 igrejas visitadas ministraram cursos sobre os ministérios: infantil, jovens, células, intercessão, fotografia, comunicação, vídeo, doutrores da vida, contador de histórias; ao todo 45 cursos, além das pregações feitas pelo pastor e membros do grupo.

A maioria dos países do Velho Continente, como esses dois visitados pela equipe, são depositários de muita riqueza cultural e social. Porém, o povo é frio, senhor de si mesmo, fechado para o evangelho e vazios de fé em Jesus Cristo. A viagem oportunizou a equipe a ensinar às 18 pequenas igrejas o que apredem na PIB de Curitiba. Realidade bem diferente da nossa: em média 40 a 50 membros e frequência entre 15 a 20 pessoas.

As igrejas visitadas têm uma situação financeira muito difícil; normalmente são dirigidas por brasileiros, missionários da Junta de Missões Mundiais (JMM) da Convenção Batista Brasileira (CBB). Lutam pela sobrevivência, principalmente em relação aos valores cristãos. Lamentavelmente, hoje, a Convenção Batista Italiana (CBI) concorda e aceita o casamento de pessoas do mesmo sexo e há pastores que são casados assim.

Pr. Marcílio explica que as igrejas dirigidas pelos brasileiros são filiadas à CBI para fazer diferença, ajudando-as a se reerguerem, incentivando-as a buscar experiências reais com Deus e a resgatar a vivência dos princípios bíblicos.

Portanto, "nós precisamos agradecer a Deus pelos imigrantes brasileiros, porque através deles o evangelho retornou para as nossas igrejas", esse é o sentimento do povo catalão.

"Foram dias de trabalho! Foram dias de desafio! Foram dias abençoados que nos marcaram profundadamente! Em cada cidade por onde passamos, em todas as oficinas ministradas e em cada novo relacionamento que fazíamos, nosso coração se alegrava e em gratidão dizíamos: Obrigado, Pai! Nossa oração é para que as pequenas sementes lançadas possam germinar e que naqueles países tão carentes do verdadeiro amor, elas cresçam apontando para o nosso Deus de amor", diz Vanessa Poletti que participou da viagem.

"Durante a viagem, tivemos oportunidade de visitar os missionários: Fernando Pasi (Milão), Luiz Moreira (Brescia), Fabiano e Anne (Cesena), João Caio Gutteres Bottega (Treviso), Fabio (Mantova); José Maria (Ig. Betel em Zaragoza), Miss. Beth e Eveny (Barcelona), Elton e Mirian Rangel (Sevilha). Em todos eles foi marcante perceber a alegria em nos receber e em poder sentir-se apoiados. Precisamos orar mais e irmos mais a campo, realizar outras viagens e fazermos a diferença no deserto espiritual do velho continente", conclui o Pr. Marcílio.

Fonte: Revista PIB de 31 de outubro de 2010 - Edição 44 - pág.5

Um comentário:

Food Around the World! disse...

Puxa que bacana... eu estive nessa viagem ano passado e posso dizer que além de abençoadora, abriu nossos olhos com relação a missões. Missionar vai além daquilo que pensamos, somos missionários por todo o lugar que passamos, missionar é se relacionar, com Deus e com as pessoas ao nosso redor. Fazer com que Jesus seja visto pelas pessoas através das nossas vidas é a maior forma de missionar. Um abraço, que Deus a abençoe. Eveline