sábado, 21 de agosto de 2010

AVATAR: ficção científica ou panteísmo?



Enquanto escrevo este texto, a mídia me mantém informada sobre a região de Belo Monte, situada no Pará, e o ativismo de James Cameron. Mas o que o cineasta canadense tem a ver com a construção de uma usina hidrelétrica em território brasileiro? Por acaso seria ele uma espécie de Antônio Conselheiro do século XXI? Decerto que não. Antônio Conselheiro, que fundou o arraial de Belo Monte, no século XIX, o sertanejo da Guerra de Canudos, era da terra. Cameron é ativista em terra alheia.

Talvez você queira saber o que isso tem a ver com o título da matéria. Foi apenas uma contextualização. O que eu quero mesmo é conversar com você sobre o filme Avatar e a doutrina panteísta que há por trás das criações e ações de Cameron.
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A doutrina panteísta
"O Universo", "A Mãe Terra", "A Mãe Natureza", dentre outras, são expressões que vêm sendo pregadas com frequência por pessoas da mídia. Por exemplo, quando são dadas notícias de uma catástrofe decorrente da falta de equilíbrio ecológico, sempre há quem diga: "A Mãe Natureza sofre com a falta de respeito com que o homem trata o Planeta". Ou então, quando o equilíbrio se restabelece, há os que dizem: "A Mãe Natureza é sábia". E aí, devido à força que a mídia exerce sobre as pessoas, no dia seguinte, meio mundo está a repetir a expressão, sem se dar conta do seu significado. "Ah! mas aquela atriz famosa diz, faz sentido" - defendem-se alguns. Ocorre que essas ideias são panteístas.
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Para quem não sabe, panteísmo (do grego pan, "tudo", "todas as coisas", e theós, "deus") é a doutrina filosófica segundo a qual Deus é a soma de tudo quanto existe no Universo.

Para os panteístas, Deus e o Universo formam uma unidade e constituem um todo indivisível, inseparável. Ou seja, os panteístas não aceitam o fato de que Deus possa estar acima do Universo, fora dele. Em outras palavras, eles entendem que Deus é tudo, e tudo é Deus.
Hoje, em parques públicos, é comum verem-se pessoas em atitude de adoração diante de árvores. Esse é um exemplo de adoração panteísta.
A Bíblia diz: "No começo Deus criou os céus e a terra" (Gênesis 1:1 - NTLH). Significa que Deus já existia antes que houvesse os céus e a terra. Logo, existia fora deles.

Outro ponto em que a Bíblia diverge do panteísmo é este: ela nos apresenta Deus como onipresente. O salmista afirma: "Aonde posso ir a fim de escapar do teu Espírito? Para onde posso fugir da tua presença? Se eu subir ao céu, tu lá estás; se descer ao mundo dos mortos, lá estás também. Seu eu voar para o Oriente ou for viver nos lugares mais distantes do Ocidente, ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me ajudas" (Salmos 139:7-10 - NTLH).
Ou seja, Deus está em todo lugar. Isto é diferente de existir em, que implicaria limitar Deus.
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O filme Avatar: ficção científica ou panteísmo?
De acordo com hinduísmo, o termo avatar refere-se a uma manifestação corporal de um ser imortal. Deriva do sânscrito (hoje, língua constitucional da Índia) avatara, que significa "descida", que normalmente se refere a uma encarnação de Vishnu, divindade reverenciada por muitos hinduístas.
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O filme Avatar (Globo de Ouro e Oscar de melhor direção de arte e de melhor fotografia em 2010) fez sucesso no Brasil no início deste ano. Embora classificado como ficção científica, seus efeitos especiais levaram muita gente a um mundo em que a adoração a uma árvore e a comunhão com espíritos foram apresentadas de forma atraente.
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A doutrina panteísta está presente em Avatar com total clareza, uma vez que todos os heróis e heroínas do filme adoram Eywa, a deusa "Mãe de Tudo", descrita com "uma rede de energia" que "flui através de todas as coisas viventes".
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Além de promover a doutrina panteísta e a comunhão com espíritos, o filme induz o público a crer em heresias do ocultismo pagão, exibindo cenas de magia, rituais, xamanismo e idolatria.
Cameron transmite sua mensagem com tanta sutileza, que o público passa a simpatizar com o Avatar e torce por ele ao ser iniciado nos rituais pagãos. E mais: No final do filme, até a cientista-chefe torna-se pagã, afirmando que Eywa é real e que ficará com ela após sua morte.
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O panteísta James Cameron
Em suas obras, Cameron ataca o cristianismo. No documentário The Lost Tomb of Jesus (exibido no Brasil sob o título "O Sepulcro Esquecido de Jesus" e lançado em DVD como "O Sepulcro Secreto de Jesus"), por exemplo, ele combate a ressurreição de Jesus, alicerce da fé cristã. A propósito, veja o que diz Paulo: "Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados. Porque, assim como por meio de um homem veio a morte, assim também por meio de um homem veio a ressurreição. Assim como, por estarem unidos com Adão, todos morrem, assim também, por estarem unidos com Cristo, todos ressuscitarão" (I Coríntios 15:19-22 - NTLH).

Se nega a ressurreição de Jesus e segue a doutrina panteísta, o que seu filme evidencia, pode ter certeza de que não foi para proporcionar entreterimento que Cameron se empenhou numa obra de 300 milhões de dólares. Foi, sim para promover o culto à natureza e aos espíritos.
Entendeu, agora, por que Cameron engajou-se na luta contra a construção da usina de Belo Monte? Ele não veio ao Brasil como ambientalista, mas sim como ativista, para defender a "Mãe Natureza", alvo de sua adoração. É com ela que ele está comprometido, não com o Criador. Mas suas ações não são inéditas. Veja o que Paulo escreveu aos crentes de Roma: "Eles trocam a verdade sobre Deus pela mentira e adoram e servem as coisas que Deus criou, em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, que deve ser louvado para sempre" (Romanos 1:25 - NTLH).

Por outro lado, ao contrário de Cameron, como adoradores do Deus que tudo criou, temos a verdadeira razão para lutar pela preservação da natureza: somos mordomos do próprio Criador.

Conclusão
Finalizando, sugiro-lhe que, usando a inteligência que Deus lhe deu e com base na Sua Palavra, avalie toda e qualquer novidade à sua volta. Se chegar à conclusão de que Deus não a aprova, descarte-a.

Celina Veronese - Redatora
(extraído da Revista VOCÊ Adolescente - Ano 16 - Nº 3)


Um comentário:

Jonatha Gomes de Medeiros disse...

Sou panteista e não acho que ficar em parques abertos olhando para arvores idiotas seja bem o significado real do meu idealismo.
msn:jonatha@bboypain.com