domingo, 12 de julho de 2009

Proclamando o nome de Jesus na Itália

(Por Ailton Figueiredo - 18 de junho de 2009 )

O texto de Atos 9.15 – “Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” – se tornou uma grande experiência dentro do ministério de proclamar o nome de Jesus na Itália.

Num domingo, durante o culto matutino, apareceu um homem armado próximo à Igreja Batista de Treviso. Uma família viu e chamou a polícia. O homem fugiu, mas o fato ganhou uma grande repercução na cidade; tornou-se, na segunda-feira, a notícia mais importante do jornal local. O título era: “Pavor para os fiéis da Igreja Batista.” Nesse dia, uma pessoa chegou à igreja e procurou pelo pastor, e logo me identifiquei. Ela é a responsável por um movimento filosófico na região Norte da Itália, e estava programando um evento com vários relatores para falar sobre a crise financeira mundial. Eles gostariam de ouvir a opinião da igreja protestante.
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Lógico que aceitei o convite e, no dia 5 de maio, estava dentro da Universidade de Treviso junto com outros 23 relatores discorrendo sobre aquele tema. Todos eles são professores reconhecidos naquela região do país; docentes da Universidade de Pádova (a principal universidade da Itália), da Universidade de Veneza, da Universidade de Údine e da Universidade de Treviso. Eu me sentia o menor dos menores. Mas quando Deus chama, Ele reveste o Seu servo com o poder do Espírito Santo para proclamar o Seu nome sem temor.
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E foi nesse poder que pude falar, abertamente, da nossa fé em Cristo Jesus. Comecei com uma foto do planeta Terra invertida, e perguntei-lhes se tinha algo errado. Grande parte afirmou que a foto estava virada, e foi muito “bom” corrigir doutores sobre um conceito tão primário. Pois quanto a Terra, inserida no Universo, não se pode afirmar que existe a parte superior ou inferior, e liguei este erro a conceitos de formação que temos. Onde o imperialismo sempre ensinou que uns mandam e outros obedecem; o Norte comandando o Sul. E, como um sul-americano, pude falar com a mente aberta sobre valores que aprendemos e raciocinamos sem a influência de outros.
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Pude trabalhar com a crise, não por causa de um problema econômico, porque temos que escavar e olhar a origem. Tudo começa em Gênesis 3, como uma rebeldia. Deus criou o homem como administrador do mundo e não proprietário dele. Em Gênesis 3 entram o pecado e o egoísmo, o individualismo, a segregação e o exclusivismo. A origem da crise é por causa de uma rebeldia do homem a sua própria responsabilidade. O Hemisfério Sul vive a crise há muitos anos e nunca houve interesse do imperialismo dominante; crises sempre existiram. Exemplo como o Egito e a nação de Israel.
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Terminei falando que a crise somente será resolvida quando o coração do homem retornar a Deus através de Jesus. Mas, infelizmente, os sábios deste mundo preferem crer na Teoria da Evolução e não no poder de restauração de Deus, na morte de Cristo na cruz e no poder da ressurreição. Crer numa teoria feita por um jovem, tão falha, somente uma mentalidade de macaco pode aceitar como um fato real. Depois os desafiei dizendo: olhem para o coração e reconheçam que houve o afastamento de Deus, mas Ele está presente, perdoa e restaura. Assim agindo, podemos descobrir a razão da nossa existência.
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Essa foi uma grande experiência porque Deus me capacitou e me deu segurança de enfrentar aqueles “sábios”. Ao final fui novamente convidado para outro encontro cujo tema é: “O mal, a morte e a escuridão”. Sem dúvida, é Deus nos chamando para proclamar a Sua mensagem de amor e perdão. Peço a todos que orem e sejam presentes nesses desafios.
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Pr. João Caio e Astrid Bottega (foto)
missionários dos batistas brasileiros em Treviso, Itália


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