domingo, 15 de março de 2009

"Eis que chegou o dia!" - Xerentes celebram a entrega do NT Xerente

"Eis que chegou o dia!"
Xerentes celebram a entrega do NT Xerente


Com esta exclamação, pastor Guenther Carlos Krieger iniciou sua fala no culto de dedicação a Deus do Novo Testamento Xerente, na manhã de sábado 20 de Outubro, na aldeia Porteira, no estado do Tocantins, diante de centenas de indígenas e não-indígenas, que junto agradeceram a Deus a vitória alcançada pelo ministério desenvolvido ao longo de 48 anos.


E assim tudo começou...
No ano de 1957, a Missão Novas Tribos enviou Glen Bacon e Roberto Willians à aldeia Baixa Funda para analisar a possibilidade do início de um trabalho entre os xerentes. Encontraram o "velho" Florêncio Suzawre que havia perdido dez filhos devido ao sarampo, restando apenas uma filha. Mais tarde teve outro filho e seu desejo era que os filhos aprendessem a ler e os netos que viriam, também. Este sonho nasceu em seu coração quando havia sido soldado em Pedro Afonso e viu os demais soldados assinando seus nomes, enquanto ele deixava suas impressões digitais. Assim Florêncio declarou que seu povo necessitava de um mestre.

"Glen escreveu uma carta ao diretor do Instituto Evangélico Missionário (hoje Instituto Peniel) em Jacutinga - MG, onde nós estudávamos e ela foi lida num culto de oração. Glen dizia que a estrada era difícil e que precisava de um rapaz solteiro. Aí Guenther sentiu no coração que devia vir fazer o estágio dele ali", compartilhou irmã Wanda Braidoti Krieger.

O chamado para trabalhar entre os xerentes foi confirmado durante o período de estágio. Orientado pelo colega _ pastor Rinaldo de Mattos _ em maio de 1959 enviou uma carta ao secretário de Missões Nacionais - pastor David Gomes, apresentando-se interessado em ingressar no quadro de obreiros da agência missionária, a qual havia conhecido por intermédio das missionárias Beatriz Silva e Margarida Lemos que atuavam em Tocantins, cidade mais próxima da aldeia.


Obreiros para a grande seara
"... A vida na aldeia em nada é semelhante a um mar de rosas... mas, ao levantar meus olhos para o campo, vejo mais de uma centena e meia de tribos em nossa Pátria que, semelhante a esta daqui, jazem à sua própria sorte. Sem esperança e sem Deus. Sei que Deus vai levantar novos elementos a esta obra..."
Este é um trecho da carta escrita pelo pastor Guenther no ano em que se tornou missionário de Missões Nacionais. Atualmente mais dois casais missionários apóiam o trabalho entre os xerentes, mas ainda há muito para conquistar não só entre os xerentes, mas nas demais tribos ainda não alcançadas. Consciente desta necessidade, Gilberto Srêwe clamou aos batistas brasileiros: "Continuem enviando missionários para anunciar a palavra de vida e salvação".

Segundo informaram os missionários, há 185 línguas indígenas e a xerente é a 39ª que tem a tradução do Novo Testamento. "Precisamos orar por 100 lingüistas para nosso Brasil", disse a missionária Wanda Krieger, finalizando: "Gostaria que as igrejas aqui representadas voltassem para seus lares pensando nas tribos que ainda não conhecem a Palavra. Acorda, igreja!"


Um novo tempo foi iniciado entre o povo xerente, fruto de dedicação presistente ao longo de quase cinco décadas. A Deus a gratidão do povo batista, assim como aos missionários que têm gasto sua vida pela salvação dos xerentes. A cada um de nós fica o incentivo de que gastemos também a nossa vida para a conquista da Pátria para Cristo!


(Fonte: revista "Pátria para Cristo" - ano LX nº242)

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