quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A Poetisa Missionária (missões em versos e imagem)

Por: Sandra Regina Bellonce do Carmo
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Nos 100 anos da obra missionária realizada através de Missões Nacionais várias vidas se destacaram por sua dedicação e amor pelo Brasil. Mas duas mulheres de maneira especial precisam ser lembradas, pois atuaram usando seus talentos para missões – uma como poetisa e a outra como fotógrafa. Myrtes Mathias e Roberta Hampton são exemplos que nos inspiram, pois através dos versos de uma e das imagens da outra conhecemos um pouco mais do povo brasileiro e suas carências e, principalmente, a urgência de levar o evangelho de Jesus a todos os cantos de nossa pátria.


A poetisa missionária
Myrtes Mathias nasceu no dia 8 de fevereiro de 1933, na cidade de Valença, interior do Rio de Janeiro, onde viveu com seus pais, Antonio e Eglantina Mathias, e três irmãos menores. Freqüentava a escola rural dirigida por dona Eglantina e aprendeu a ler com cinco anos. Mais tarde, seguindo os passos de sua mãe, trabalhou como professora rural e depois como assistente nas aulas de arte. Como morava longe da igreja, o culto doméstico realizado com toda a família colaborou muito na sua educação religiosa. Assim, desde pequena, em seu lar, aprendeu a amar a Deus e decidida a seguir a Cristo, batizou-se no dia 14 de outubro de 1947, na Igreja Batista de Valença. A menina cresceu e dentro dela também crescia a vontade de dizer a todos o que tinha no coração. Aquela que dizia ter nascido com paixão por poesia começou então a rabiscar seus primeiros versos no papel – nascia a poetisa.
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Em toda a sua trajetória de vida, Deus sempre teve um papel fundamental. Para Myrtes ser poetisa era um dom de Deus, por isso sempre afirmava: “o dom deve ser utilizado para glória de Deus”.
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Muitos trabalhos da “poetisa dos batistas brasileiros” eram escritos com o tema missões. Esse amor por missões era grande, e a levou a atuar em Tocantínia (TO), como missionária. Por problemas de saúde, não pôde permanecer no campo, mas continuou envolvida com missões através de seus poemas. Em 1966, foi trabalhar na sede de Missões Nacionais, a convite do pastor David Gomes, como redatora da revista A Pátria Para Cristo. Em cada número da revista podíamos ler suas poesias e textos motivando uma participação maior de todos, tanto adultos como crianças, na obra missionária. Além da revista, escreveu outras publicações missionárias relatando a história de Missões Nacionais e as biografias de seus obreiros como os livros: Caminhos de Deus e Mais que um desafio.
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Em 1988, tornou-se imortal como a primeira mulher da Academia Evangélica de Letras. Prêmio merecido para aquela que a tantos emocionou com seus 19 livros entre poemas, crônicas, romance e histórias infantis.
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Mesmo após sua aposentadoria, continuava indo à sede de Missões Nacionais todas as semanas e numa máquina de escrever antiga datilografava novos poemas sempre de conteúdo simbolista, exaltando os verdadeiros valores da eternidade. Foram trinta anos de dedicação a Missões Nacionais.
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Myrthes faleceu em cinco de julho de 1996, e sua última poesia “Todos precisam saber” inspirou a letra do hino oficial da Campanha Missionária daquele ano. Quantos outros poemas e hinos de Myrtes Mathias continuam ainda inspirando o amor por missões em todo o povo evangélico. Quem não se emociona e toma consciência de sua missão ao cantar: “Peso de nossa terra, grito de nosso povo, que suplica um mundo novo, onde haja paz e amor. Como cantar nossa crença deixando na treva imensa o povo que é nosso povo, a terra que é nossa terra, Senhor!”.

(Fonte: http://www.jmn.org.br/ - revista Pátria para Cristo)
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