sábado, 12 de maio de 2018

A Morte de Uma Igreja (por Hernandes Dias Lopes)



As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?



Em primeiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia quando abandona sua fidelidade às Escrituras nem a inevitabilidade da morte quando se aparta dos preceitos de Deus. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade. Não podemos confundir numerolatria com crescimento saudável. Nem sempre uma multidão sinaliza o crescimento saudável da igreja. Uma igreja pode ser grande e mesmo assim estar gravemente enferma. Sempre que uma igreja troca o evangelho da graça por outro evangelho, entra por um caminho desastroso.



Em segundo lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.

Alguém disse: “Fui procurar a igreja e a encontrei no mundo; fui procurar o mundo e o encontrei na igreja”. A Palavra de Deus é clara: ser amigo do mundo é constituir-se inimigo de Deus. Quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Há pouca ou quase nenhuma diferença hoje entre o estilo de vida daqueles que estão na igreja e daqueles que estão comprometidos com os esquemas do mundo. O índice de divórcio entre os cristãos é tão alto como daqueles que não professam a fé cristã. O número de jovens cristãos que vão para o casamento com uma vida sexual ativa é quase o mesmo daqueles que não frequentam uma igreja evangélica. A bancada evangélica no Congresso Nacional é conhecida como a mais corrupta da política brasileira. A teologia capenga produz uma vida frouxa. Precisamos voltar aos princípios da Reforma e clamar por uma reavivamento!



Em terceiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes. O cristão não deve ser um fariseu. O fariseu aplaudia a si mesmo por causa de suas virtudes, mas olhava para os publicanos e os enchia de acusações descaridosas. O cristão verdadeiro não é aquele que faz um solo do hino “Quão grande és tu” diante do espelho, mas aquele chora diante de Deus por causa de seus pecados.

Em quarto lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Doutrina sem vida produz orgulho e aridez espiritual; vida sem doutrina desemboca em misticismo pagão. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade, credo e conduta!



Em quinto lugar, a morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?


Fonte: Revista Fé para hoje, Editora Fiel, n° 38 - Nov/2012




sexta-feira, 13 de abril de 2018

A hora é agora! (poesia)

(Noélio Duarte)

Vejo a pobreza aviltando,
Vejo a fome matando,
Vejo vidas desesperadas...
É um enorme contingente
- Uma multidão, tanta gente -
São pessoas abandonadas!

Vejo a violência mortal,
Vejo o descaso total,
Vejo vidas e vidas ceifadas...
Vejo os braços cruzados,
Vejo seres neutralizados
- A realidade é complicada!

Vejo crianças exploradas,
Adolescentes violentadas,
Vejo a indiferença no olhar...
As autoridades são omissas
E são tantas as injustiças...
- O que se pode esperar?

Vejo cristãos tão omissos
- Esqueceram o compromisso - 
De serem o sal e a luz...
Por isto, o mal avança
Anulando a esperança
- Há tanta gente sem Jesus!

Então a hora é agora
Vamos agir sem demora!

Se levantarmos a visão,
Veremos grande multidão
Pedindo paz, vida e amor...
E isso só dá pra resolver
Se cada cristão se envolver
E apresentar Jesus, o Senhor!

Cristãos,
O tempo chegou: já é hora,
O tempo de agir é agora!
Vamos fazer uma revolução?
Mostremos o evangelho de Luz,
Ele revela Cristo Jesus
- Esperança, Vida e Salvação!



Do livro "Missões, é tempo de avançar - poesias missiológicas"
autor: Noélio Duarte



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Busque o Senhor enquanto se pode achar

"Vós, desta geração, vede e considerai 
atentamente o que diz a Palavra do Senhor:
Tenho sido um deserto para Israel? Um lugar tenebroso e inóspito? 
Então, por que o meu povo me despreza exclamando:
Eis que assumimos o controle das nossas vidas! 
Não mais nos sujeitaremos a ti, tampouco te seguiremos?"
                                                                                                         _____ (Jeremias 2:31 - KJV)


          Como podem cair, aqueles que uma vez foram iluminados, que provaram o dom celestial, se tornaram participantes do Espírito Santo, que provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro? (Hebreus 6:4-8). Estariam tão seguros de si, a ponto de assumir o controle das suas vidas e deixar de viver uma vida de comunhão, de relacionamento e de intimidade com Deus?
          
          Certamente, apagaram de suas vidas o Espírito (I Tessalonicenses 5:19). Apartaram-se e se esqueceram do Senhor para, logo a seguir, preparar a mesa para a deusa Fortuna e misturar vinho para o seu Destino (Isaías 65:11-12). "Jesus, contudo, declarou: Certo homem estava preparando um notável banquete e convidou muitas pessoas. Próximo à hora do início da ceia, enviou seu servo para anunciar aos que haviam sido convidados: Vinde! Eis que tudo está preparado para vós. Contudo, um por um, começaram a declinar com desculpas..." (Lucas 14:16-20). Qual desculpa eu e você temos encontrado para justificar nosso afastamento de Deus? Nós, desta geração, gastamos tanto tempo e investimos tanto nas coisas naturais que esquecemos que somos seres espirituais. Nós nos esquecemos de que o propósito de nossa existência é o de buscar ao Senhor, para louvá-Lo e adorá-Lo, todos os dias de nossas vidas. Pois até mesmo quando pensamos que estamos em comunhão, ousamos questionar o porquê de Deus não atentar para nosso jejum; ao que Ele nos responde que nossa intenção é de que nossos próprios interesses sejam atendido (Isaías 58:2-7) e não para sermos renovados e cheios do Espírito Santo, para que Seus propósitos sejam trazidos à existência através de nossas vidas.

          Apóstolo Paulo, extremamente zeloso das tradições de seus pais (Gálatas 1:14), hebreu de hebreus e irrepreensível à justiça que há na lei (Filipenses 3:4-6) orava dia e noite (II Timóteo 1:3) fazendo sempre menção de todos aqueles aos quais o Senhor o enviara, conforme ele mesmo registra em suas epístolas, orando e intercedendo com súplicas e ações de graças. Buscava incessantemente viver em comunhão com Deus a ponto de poder afirmar de si mesmo que falava em outras línguas mais do que todos (I Coríntios 14:18), ao que está escrito, edificava-se a si mesmo (I Coríntios 14:4) e lhe eram revelados os mistérios divinos e segredo celestiais.

          Este mesmo Senhor, Deus zeloso, que faz misericórdia até mil gerações daqueles que O amam e guardam os seus mandamentos (Êxodo 20:5-6) está esperando, como esposo, para tomar novamente Sua noiva em seus braços, de quem não se esquece de sua afeição e do seu amor quando era jovem, de como O seguia no deserto, numa terra em que não se semeia (Jeremias 2:1-2).

"Busque o SENHOR enquanto se pode achar, invoque-o enquanto está perto" (Isaías 55:6). 
"O que fez o ouvido, acaso, não ouvirá? E o que formou os olhos será que não enxerga?" (Salmos 94:4).
Certamente, "se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em felicidade e os seus anos em delícias" (Jó 36:11).


Alberto
Ministério de Oração e Intercessão da
Igreja Batista Alameda

(informativo Alameda, abril 2017 - edição n°42 - ano 5)




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Salmos 98:1



"Cantai ao Senhor um cântico novo, pois Ele fez maravilhas;
a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram vitória". Salmos 98:1

"O sing unto the LORD a new song; for he hath done marvellous things: 
his right hand, and his holy arm, hath gotten him the victory." Psalms 98:1

"Cantad a Jehová cántico nuevo, Porque ha hecho maravillas; 
Su diestra lo ha salvado, y su santo brazo".  Salmos 98:1

"Psaume. Chantez à l'Eternel un cantique nouveau! Car il a fait des prodiges. 
Sa droite et son bras saint lui sont venus en aide". Psalms 98:1

"Cantate all’Eterno un cantico nuovo, perch’egli ha compiuto maraviglie; 
la sua destra e il braccio suo santo l’hanno reso vittorioso". Salmi 98:1


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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Paixão pelas Almas (livro)



Título Original: The Passions for Souls
Ano: 1969 por Instituto Bíblico das Assembléias de Deus (IBAD)
Ano: 1996 por Editora Vida
ISBN 0-8297-2127-4
Categoria: Missões


  • Como experimentar o reavivamento?
  • Quais os obstáculos ao reavivamento?
  • De quem é a responsabilidade pelo reavivamento?
  • Por que precisamos de um reavivamento?


"O livro Paixão pelas almas é o apelo mais poderoso em prol do reavivamento espiritual que já tive oportunidade de ler. Verdadeiramente, o Espírito de Deus guiou Oswald Smith na redação deste livro. Fosse eu milionário, poria em cada lar cristão um exemplar deste livro. Depois ficaria esperando, com plena confiança, um reavivamento que sacudiria finalmente o mundo todo." (Jonathan Goforth)

"Parece que apenas uma vez em cada geração, Deus ergue um homem com tantos dons e talentos. Nenhum outro homem dos nossos dias está mais qualificado para escrever acerca da paixão pelas almas que Oswald Smith. Seus livros têm sido usados pelo Espírito Santo para gravar algo precioso, como com ferro em brasa, no mais profundo de minha alma, e têm exercido uma extraordinária influência sobre minha vida e meu ministério." (Billy Graham)


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Antes de se destacar no campo da composição de hinos, Oswald Smith edificou a mais poderosa igreja evangélica do Canadá. Mais de dois milhões e meio de exemplares de seus livros têm sido distribuídos. Sua obra de evangelização e de preleções bíblicas, abençoou milhares de vidas. Milhões de pessoas o chamavam de 'Sr. Missões'.